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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Moça Lilás


  
Eu não gostava da maquiagem pesada e torno dos olhos dela,
Mas ela tinha uma leveza e me convencer que não,
A minha alma tem as suas urgências,
Mas o tempo para nas suas meninices,
A mulher madura nunca se confronta com a menina,
Ambas sabem de si, de suas essências e dos seus encantos...
Ela faz bolo de laranja e enfeita com flores da laranjeira,
A mulher guerreira que está além do seu tempo
Sabe dos cantos de guerras e dos acalantos
Sabe cuidar do lúdico, sabe o valor das levezas da vida
e das dores da labuta
Não mata os sentimentos para superestimar as feridas
A noite e o dia habitam a luta
Não destrói a flor para abrir caminho entre as pedras
Eu e ela, a Moça Lilás, nos abraçamos no futuro,
Mas não falamos do tempo, falamos de nós, cuidamos do presente para fazer tempos melhores
Percebemos as belezas sutilmente misturadas às amarguras
A subversiva moça dos meus poemas, tem um laço de fita coloridas,
Dá o paraíso aos intervalos de suas lutas,
E eu cuido dela, porque eu a vi dentro dos meus sonhos,
E a ela era literalmente a luz que emanava dos meus poemas...

Charles Burck 

Imagem : Francois Fressinier




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