Translate

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Janelas raras



Da janela do ônibus as coisas são raras, passam como passam pensamentos,
Passam por dentro de mim, e eu as deixo fugir,
Não se engaiolam sentimentos, escrevo enquanto o trânsito espera,
Tenho rido mais agora quando me lembro de coisas boas, de coisas nossas,
A cumplicidade das nossas conversas riem de nós, eu tenho poemas falando sobre isso,
E saem de mim mil elementos de conversas que reservo para quando nos virmos,
Alguns descem nos pontos de paradas, descem sem mim
Despedem-se, filhos prontos para o mundo,
Tenho curiosidades de saber aonde eles vão
Ela ri e fala do prazer de me ver criando coisas simbólicas, janelas que dançam, peixes que florescem em mar de fermento Royal, alegrias que adoçam o café,
Mas eu faço tudo por ela, invento coisas que não existem, não feitas das concretudes do mundo,
Facilito os caminhos com meus acolchoados de sonhos,
Proponho-me a criar um mundo melhor,
Com elementos de danças, de musica pop rock, Beetovhen tirando som da guitarra, The Times They Are a-Changin do Bob Dylan declamado no meio da rua ao meio dia
Eu sou tipo o sujeito que sente e escreve,
Reparo nas coisas que vejo e nas coisas que imagino para lhe possuir de felicidade
As personagens se multiplicam entre conversas que tento absorver.
Quando você chega e me olha sem jeito, sei que é amor,
Os olho brilham e você morde os lábios, num ato falho exalando o cheiro do prazer num perfume de poesia que aflora em meios as minhas insanas superstições,
Pendurei um estrela de vidro, para espalhar pelo quarto arco iris de boa sorte para proteger esse amor.
Um trevo de seis folhas que deixo em baixo do travesseiro,
Mas tenho um amar com cuidados que vale mais que todas as crendices que eu tenho





 Charles Burck 


Anna Berezovska

Nenhum comentário:

Postar um comentário