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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Labirintos Forjados


Havia um canto para onde eu corria para me proteger do mal,
Onde a vida e as pessoas esqueciam-se de mim,
Labirinto forjado na inocência do medo,
As fugas dos vazios do mundo
Às vezes, criava asas, fluido na direção contrária do pouso,
E lá do alto eu via as paredes ocres, e as moradas dos pássaros
De cima, vindas do céu minhas lágrima pareciam chuvas,
Havia nesses momentos um riso solto, a liberdade criando alegrias
E eu era apenas feliz, não sabia de mais nada,
Deus tocava o meu peito menino com um carinho que só Deus tem
Assim eu era dono de mim, filho do mar com os ventos,
Onde os sons tinham bocas e dentes e uma flor no canto dos lábios,
O meu jardim era o espaço, o infinito feito de mim,
Um assovio feito de algum elemento divino chamando o meu nome,
Disseram-me que eu inventei um céu de histórias
Acho que nunca inventei nada, era tudo nascido da vontade de ser
Ainda lembro-me dele até hoje, do menino feliz, me chamando para o seus voos

Charles Burck



3 comentários:

  1. Fugir do vazio do mundo
    É ver a alma vazia,
    E para ter alegria
    Basta um amor profundo,

    Pois amor é mais fecundo
    Que um ventre de luz, que cria
    Por amor, amor e magia
    De dar luz em um só segundo

    Para eternizar o amor
    Com toda a força e o esplendor
    De um sol, cuja energia

    Traz mais luz e o seu fulgor
    De amor multiplicador
    Bem mais amor irradia.

    Grande abraço. Laerte.


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    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Grato, bem vindo na correspondência das palavras, onde não há os sons, mas a imaginação se sobrepõe,

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