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sábado, 14 de julho de 2018


A faca cortando o mar, a loucura de que és capaz para
caminhar na multidão
sem perder a orientação, eu que morri tantas vezes ainda sinto as vertigens do mar,
O marinheiro pregado nos mastro cantando junto com a sereia,
Aves de arribação não fazem ninhos perfeitos, cuidam antes, dos voos,
O meu prazer venal já arrancou tantos pedaços de ti,
As mudanças da tua pele, as nuances que só os meus olhos percebem,
O animal que se banha à minha espera,
Sobre o mar, a sussurrar as histórias que ouves
Quando eclode o melhor que somos, nas noites que nos damos,
Aves marginais unificadas, longe do bando, das algazarras que não nos dizem nada,



Charles Burck


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