Aos amantes e as lembranças os velados segredos lhes cabem, ao certo do prazer desprendidos jamais há o esquecimentos, e deles fomentados, há alimentos que a fome saciará sempre , assim me vejo no futuro, vivendo o que o passado repetirá, com louvores maiores, de quem já sabe em que peito juntado o coração da rainha pulsará
Charles Burck
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sábado, 17 de junho de 2017
O sol fala ao meu rosto, enquanto nado em braçadas mar adentro,
A exalar o cheiro do mar percebo a minha fragilidade absoluta
De toda a minha natureza perdida ao me dar conta de ti
Atravesso os oceanos da pele a me contar a importância das coisas,
Daqui a pouco o sol se porá, como o amor que se perdeu do nome,
O teu não me causa estranhezas, vive de me impregnar, de exalar cada letra como perfume de cesto de lavandas colhidas,
Ao borrifar o céu de aquarela e opium,
De mergulhar para dentro para não me deixar
Daqui há pouco já não terei tempo para abraços, dentro das coisas antigas quase nada se renova,
O amor sabe bem o meu sobrenome, anotou nas noites místicas de contar estrelas,
Na sonoridade dos faunos que tenta com argumentos me explicar porque a vida junta casais,
A mim são bonecos de barros quebrados ao caírem das cestas de algum anjo desastrado,
A juntar os pedaços perdidos como num quebra cabeça,
O meu braço esquerdo no teu lado direito
Os teus pensamentos na minha
cabeça,
E o meu coração perdido em algum lugar longe do teu peito
Se ao final do ciclo das tuas chegadas, se mal sei quem eu sou, como hei então de te encontrar?
A exalar o cheiro do mar percebo a minha fragilidade absoluta
De toda a minha natureza perdida ao me dar conta de ti
Atravesso os oceanos da pele a me contar a importância das coisas,
Daqui a pouco o sol se porá, como o amor que se perdeu do nome,
O teu não me causa estranhezas, vive de me impregnar, de exalar cada letra como perfume de cesto de lavandas colhidas,
Ao borrifar o céu de aquarela e opium,
De mergulhar para dentro para não me deixar
Daqui há pouco já não terei tempo para abraços, dentro das coisas antigas quase nada se renova,
O amor sabe bem o meu sobrenome, anotou nas noites místicas de contar estrelas,
Na sonoridade dos faunos que tenta com argumentos me explicar porque a vida junta casais,
A mim são bonecos de barros quebrados ao caírem das cestas de algum anjo desastrado,
A juntar os pedaços perdidos como num quebra cabeça,
O meu braço esquerdo no teu lado direito
Os teus pensamentos na minha
cabeça,
E o meu coração perdido em algum lugar longe do teu peito
Se ao final do ciclo das tuas chegadas, se mal sei quem eu sou, como hei então de te encontrar?
Ao que eu conto sobre voos e asas,
Vem a mim a brisa suave a soprar-me aos ouvidos tantas histórias,
Não há nada mais sublime que os assomos de lembranças
Juntando minha saudade ao desejo de tocar o cosmo
Beijam-me as caricias do ar limpo do véu puro, os cheiros de nos tirar o chão,
Deitei-me na voz fugidia do pássaro e voei sem asas
Eu acarinhando o teu rosto, ajeitando os teus cabelos
Pensei que o mundo houvesse sufocado as gentilezas nos corações
Então eu te encontro a convidar-me a conhecer outros planos
Os segredos de amor não revelados pertencem à temporada que é dos amantes
Muito além das coisas escritas, nos correspondemos de tantas formas
És um pássaro azul e dourado que beija-me como mulher
Pousados ao entardecer sobre os corais de algum arquipélago avermelhado.
Onde ficamos apreciando o mundo voar
Vem a mim a brisa suave a soprar-me aos ouvidos tantas histórias,
Não há nada mais sublime que os assomos de lembranças
Juntando minha saudade ao desejo de tocar o cosmo
Beijam-me as caricias do ar limpo do véu puro, os cheiros de nos tirar o chão,
Deitei-me na voz fugidia do pássaro e voei sem asas
Eu acarinhando o teu rosto, ajeitando os teus cabelos
Pensei que o mundo houvesse sufocado as gentilezas nos corações
Então eu te encontro a convidar-me a conhecer outros planos
Os segredos de amor não revelados pertencem à temporada que é dos amantes
Muito além das coisas escritas, nos correspondemos de tantas formas
És um pássaro azul e dourado que beija-me como mulher
Pousados ao entardecer sobre os corais de algum arquipélago avermelhado.
Onde ficamos apreciando o mundo voar
Aquela parte da rua parecia mágica, tomava-me ela um tempo inteiro da minha vida
Mas dava-me outras generosidades que só aos que amam cabe compreender
A plenitude da juventude arrancada ao meu peito, ainda flore à medida que os meus olhos miram os teus à distância
Mesmo que a vida siga silenciosa sobre esses fatos, ainda que a tua voz em mim emudeça,
Guardo uma oração que escorre por entre os meus dedos gastos,
E as pedras do chão darão ecos aos meus passos cansados e dela florearão novos plantios,
E eu ainda que embevecido por essa tontura que me gira sem direção,
Saberei o rumo de me levar a ti, ao que se perde os sonhos haverá a saudade me acolher, os sentidos da voz, do olhar, da sintonia do amor
Sigo, sei que não é de um dia que se fazem estradas
A energia emanada dessa harmonia ao sentir a respiração da tua alma,
Nunca me deixará esquecer o caminho de casa
Mas dava-me outras generosidades que só aos que amam cabe compreender
A plenitude da juventude arrancada ao meu peito, ainda flore à medida que os meus olhos miram os teus à distância
Mesmo que a vida siga silenciosa sobre esses fatos, ainda que a tua voz em mim emudeça,
Guardo uma oração que escorre por entre os meus dedos gastos,
E as pedras do chão darão ecos aos meus passos cansados e dela florearão novos plantios,
E eu ainda que embevecido por essa tontura que me gira sem direção,
Saberei o rumo de me levar a ti, ao que se perde os sonhos haverá a saudade me acolher, os sentidos da voz, do olhar, da sintonia do amor
Sigo, sei que não é de um dia que se fazem estradas
A energia emanada dessa harmonia ao sentir a respiração da tua alma,
Nunca me deixará esquecer o caminho de casa
domingo, 11 de junho de 2017
Poema de amor
E meu amor é um gesto de paz duradoura,
Um campo de centeios dourados, movido ao vento,
O meu amor é mais sempre, mas nem sempre sei cantar
Despe-se estando nua para mim, e se assemelhará a antigo encontro entre pares,
O parque de diversões e o carrossel, onde nos aninhamos enquanto tudo gira,
O filme no cinema quebrado, a tela manchada de chuvas,
E as mariposas em torno da luz, o fim de tarde amarelo, sentado na roda gigante
Como somos tão nós, apesar de nos vermos tão pouco?
Mando-te tantos recados no anonimato dos tímidos,
Na tua face o vermelho cai esses olhos que leem alma
Bem sabem dos homens pequenos e das aflições da mulher de barba,
Os suspiros enchem os vales dos amores perdidos,
Um grito de acordar o gigante adormecido,
Vou beijar-te as bochechas como quem beija as montanhas
E respirar o ar puro dos ciprestes
Dos véus diáfanos que despem tua nudez
No acariciar o destino que nos marcou em algum longínquo tempo
Tão doloridamente longe
Um campo de centeios dourados, movido ao vento,
O meu amor é mais sempre, mas nem sempre sei cantar
Despe-se estando nua para mim, e se assemelhará a antigo encontro entre pares,
O parque de diversões e o carrossel, onde nos aninhamos enquanto tudo gira,
O filme no cinema quebrado, a tela manchada de chuvas,
E as mariposas em torno da luz, o fim de tarde amarelo, sentado na roda gigante
Como somos tão nós, apesar de nos vermos tão pouco?
Mando-te tantos recados no anonimato dos tímidos,
Na tua face o vermelho cai esses olhos que leem alma
Bem sabem dos homens pequenos e das aflições da mulher de barba,
Os suspiros enchem os vales dos amores perdidos,
Um grito de acordar o gigante adormecido,
Vou beijar-te as bochechas como quem beija as montanhas
E respirar o ar puro dos ciprestes
Dos véus diáfanos que despem tua nudez
No acariciar o destino que nos marcou em algum longínquo tempo
Tão doloridamente longe
Nesse sopro de Deus em te fazer mulher,
Sinto o sabor da aragem laborando
A minha face sente o rugir do mundo rodando,
O primeiro poeta a nadar nas efemeridades à presença da luz
Os fósforos riscados em torpes relâmpagos,
Esfregamos os corpos gerando eletricidades
O apaixonante silêncio da luminosidade
Parida dos orgasmos e gestos de encontros
O sabor do fogo criando, o sagrado alastrando
Chamas vivas de vidas e amor
Sinto o sabor da aragem laborando
A minha face sente o rugir do mundo rodando,
O primeiro poeta a nadar nas efemeridades à presença da luz
Os fósforos riscados em torpes relâmpagos,
Esfregamos os corpos gerando eletricidades
O apaixonante silêncio da luminosidade
Parida dos orgasmos e gestos de encontros
O sabor do fogo criando, o sagrado alastrando
Chamas vivas de vidas e amor
Charles Burck
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